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Incapacidade em mover o braço com calcificação no ombro

Caso

Quando vi a paciente, ela apresentava total incapacidade em mover o braço à cerca de 1 semana.

A paciente estava emocionalmente vulnerável, principalmente após a perda do seu marido, 2 anos antes.

Tinha começado a fazer fisioterapia e decidiu começar também com o tratamento de acupunctura por estar muito preocupada com a sua actual situação.

O meu prognóstico foi muito reservado após ver os seus exames. A paciente apresentava uma lesão no ombro com calcificação de grande dimensão. Geralmente estes problemas requerem tratamento continuado e as melhoras tardam a chegar.

Após ouvir a minha explicação a paciente decidiu fazer o tratamento e começamos então nesse mesmo dia

Tratamento

  1. Sessão – Como usual nos meus tratamentos, fiz acupunctura distal. A paciente reagiu bem ao tratamento sem contudo, ter sentido qualquer alteração nessa sessão.
  2. Sessão – Poucos dias depois, como combinado, voltamos a fazer tratamento. Nesta altura a paciente ainda não apresentava melhoras e ficamos de nos voltar a ver na semana seguinte
  3. Sessão – Aquando da 3ª sessão a paciente já apresentava melhorias significativas. Já conseguia executar movimentos com o braço.

A paciente começou a fisioterapia no mesmo dia da 3ª sessão, sendo que as melhorias já tinham ocorrido (após o segundo tratamento)

Ao final de 5 tratamentos a paciente já apresentava total liberdade de movimento. Ficou decidido parar então o tratamento, até porque a paciente estava francamente melhor e iria continuar com os tratamentos de fisioterapia já previamente marcados.

Conclusão

Este foi um dos casos em que a paciente recuperou muito melhor do que eu próprio esperava, sendo uma prova viva que muitas vezes os processos de cura ocorrem de forma totalmente diferente da esperada.

Rafael Laballe

Dor no ombro e pescoço

Recentemente recebi na clínica um jovem com dor no ombro e no pescoço. Há dois anos fraturou a clavícula num acidente e teve de ser operado. A cirurgia incluiu uma prótese para estabilizar o osso. As dores eram muitas e mais tarde foi possível retirar a prótese que tanto incómodo causava.

Mesmo assim houve uma dor que se manteve. A dor não era forte, mas sim permanente. Doía em pé, deitado, em movimento ou parado. Em repouso ou em esforço.

O paciente em questão mora na Suiça e encontrava-se de férias. Por recomendação de um familiar veio visitar-me para ver o que se conseguia fazer…

Ao falarmos entendi que até então a dor não tinha evoluído e mantinha-se, desde há dois anos, no grau 2 (de 0 a 10).

O desconforto era na região da clavícula mas também do pescoço e um pouco no trapézio. Toda a dor era no lado esquerdo.

O paciente estava expectante pois a dor já estava presente há muito tempo…

Decidi então começar o tratamento, sabendo de antemão a dificuldade que seria, pois dispunha apenas de uma oportunidade, as férias estavam a acabar…

Antes de coloar as agulhas, perguntei ao paciente já deitado, se sentia algum desconforto. Respondeu-me que sim, pois a dor nunca se altera!

Comecei então o tratamento distal, usando o lado contrário do corpo.

Após inserção das agulhas voltei a fazer a mesma pergunta, mas o paciente não respondeu. Em vez disso pareceu-me andar em busca de algo…

Estava à procura da dor… Ela havia desaparecido! Em apenas 3 minutos (tempo aproximado da colocação das agulhas) a dor que durava à 2 anos havia desaparecido).

Passados dois dias voô de volta para a Suiça, sem qualquer dor.

Foi-lhe recomendado que visse um acupunctor local pois é pouco provável que 1 tratamento seja necessário para corrigir este mal.

Este é o potencial da acupunctura. É possível obter efeitos imediatos, mas sobretudo e mais importante, é possível tratar casos complexos e teimosos. É fundamental a pessoa não perder a esperânça. Existe sempre uma resposta ao virar da esquina. Neste caso e para este paciente a resposta foi a acupunctura.

Rafael Laballe

Bursite no Ombro

Certa manhã recebi uma senhora com dor severa no ombro. A paciente trabalha numa residência geriátrica e, ao evitar que uma das utentes caísse ao chão, fez um esforço que provocou uma dor muito severa no ombro do lado esquerdo.

Fez exames e foi-lhe diagnosticada uma bursite com derrame. Foi-lhe atribuída baixa e fisioterapia.

Fez mais de 10 sessões e, embora tivesse melhorado um pouco, continuava com grande limitação e dor.

A Marilia chegou ao meu gabinete com uma dor de grau 8 (0 a 10) e com claras limitações no movimento do braço. Não conseguia elevar o braço à frente, ao lado e não o conseguia dobrar para trás.

Foi então iniciado o tratamento. Comecei por fazer craniopunctura de Yamamoto tendo utilizado 2 pontos. Segundos depois pedi à Marilia que testasse o seu braço. Após teste, a dor havia baixado em 2 pontos e a mobilidade do braço aumentado no seu movimento frontal.

Foram efectuados cerca de 15 tratamentos. A Marilia recuperou gradualmente tendo conquistado todos os movimentos que estavam afectados no início.

O tratamento variou entre a Craniopunctura de Yamamoto e acupunctura distal (Tung e Si yuan).