Tag Archives: método do equilibrio

flebite

Flebite, o tratamento é possível

“A flebite é uma inflamação de uma veia. Quando afeta as veias que se veem através da pele denomina-se flebite superficial. Se estão inflamadas as veias situadas entre os músculos e portanto não se veem é a flebite profunda ou tromboflebite.”

flebite superficial

A flebite é um problema com alguma gravidade e sobretudo bastante dolorosa.

Podem existir inúmeros sintomas como; dor, inchaço, rubor ou vermelhidão, sensibilidade extrema ao toque, calor.

Este problema dificulta a mobilidade, o sono e causa inquietação pelo nível de desconforto que infere.

Os conselhos gerais são os seguintes:

  • É fundamental ir imediatamente ver um médico para começar a ser seguido(a).
  • Repouso.
  • Fazer exercícios para mover as estruturas afectadas (geralmente a flebite ocorre na região interna junto à canela), esticar e flectir os pés.
  • Após recuperação usar meias de repouso apropriadas.

Infelizmente este problema pode ser de resolução mais complexa do que às vezes aparenta. Por vezes os quadros arrastam-se, as semanas e meses passam sem que as pessoas possam sentir melhorias substanciais.

A Medicina Chinesa, através da acupunctura, pode dar o impulso necessário para se libertar deste problema.

É já bem conhecida a acção da acupunctura no tratamento da dor. Mas porque será útil num quadro circulatório? Pois, é que a acupunctura não actua apenas na dor mas em muitos outros aspectos do nosso corpo.

São obtidos efeitos muito interessantes em problemas circulatórios, nomeadamente nos da flebite. A acupunctura pode não só diminuir substancialmente a dor, como diminuir a inflamação e o inchaço. Para além disto a acupunctura interfere directamente com o aspecto circulatório, contribuindo assim para que a flebite esmoreça e, eventualmente, desapareça

Abaixo partilho um caso clínico de uma paciente que me visitou com uma flebite

ACUPUNCTURA

Alguns pacientes fazem visitas regulares. É uma vantagem inequívoca pois são acompanhados e o seu corpo tende a manter-se bastante mais saudável.

Um destes pacientes, aquando um consulta de rotina apresentou-se com queixa na perna esquerda. Fizemos tratamento e saiu com algumas melhoras.

Na semana seguinte, havia ido ao médico que lhe pediu para fazer exames. Deixou-a logo em alerta pois suspeitava de flebite.

Uma vez que este paciente visita-me com regularidade, decidimos começar a abordar este problema com mais dedicação. Nas primeiras sessões o paciente sentiu melhorias embora tímidas.

Fui aprimorando o tratamento de acupunctura, até que por volta da 3ª ou 4ª sessão os sintomas começaram a regredir seriamente. A cada semana que passava os sintomas apresentavam-se mais fracos. Sinal evidente que a acupunctura estava a ter um desempenho muito interessante.

O paciente, que sofria diariamente com dores lancinantes, extrema sensibilidade ao toque e grande inchaço na veia inflamada, passou a conseguir fazer a sua vida normal. A única coisa que continuava a fazer era evitar grandes esforços pois a perna tinha menos resistência que a outra.

Ao final de mais algumas semanas os sintomas tornaram-se raramente visíveis. A paciente ficou apenas a aguardar novo exame para ter certeza absoluta que a flebite já havia regredido e assim voltar aos habituais tratamentos de manutenção

Rafael Laballe

Depressão

A Joana* veio visitar-me devido a várias queixas. Aquela que mais valorizei foi a sua depressão.

A Joana já sofre de depressão há vários meses. Após uma situação emocional complicada, começou com vontade de se isolar sentindo-se também desmotivada, triste e revoltada com o que havia acontecido. Pior, é que a Joana já teve pensamentos suicidas.

Mas na realidade, quando veio ter comigo, a paciente relevou primeiro as suas dores físicas, o pé, o cotovelo, as dores de cabeça, e até um dor no polegar que a chateia há muito tempo.

Foi depois de alguma conversa que consegui entender o que se passava ao nível psicológico. Tive a felicidade da Joana me confiar a sua dificuldade, podendo assim tentar ajudá-la com mais facilidade.

Tive o cuidado de dizer que no seu caso é fundamental que seja acompanhada por um psicólogo, pois a acupunctura pode não ser suficiente. Espero tê-la convencido, embora tenha demonstrado alguma resistência nessa ideia.

Propus-me ajudá-la, e foi então que iniciamos o tratamento.

Como é hábito na prática clinica dos acupunctores, muitos dos pacientes que vêm até nós pela primeira vez, têm medo das agulhas. A Joana sofria do mesmo mal.

Ao iniciar o tratamento tive também de ter isso em conta, e a Joana rapidamente perdeu o medo (após as primeiras agulhas) que tinha do desconhecido.

Tentei desde o início tratar TUDO. A depressão é fundamental, uma vez que a Joana já tem pensamentos suicidas, isso não pode continuar!

Por outro lado a depressão é um tratamento de longa duração e não podia também adiar as suas dores, que a afectam diariamente…

Após fazer o diagnóstico iniciamos o tratamento.

O primeiro tratamento correu bem, a Joana sentiu-se confortável durante todo o tratamento, embora um pouco desconfiada. No final estava mais descontraída e agendamos para a semana seguinte.

Na semana seguinte voltei a receber a Joana no meu gabinete. Ao vê-la o seu sorriso era diferente, a sua face estava mais aliviada e leve. Estava evidentemente bem disposta.

Quando perguntei, “então como passou a semana, sente-se melhor?”, a Joana respondeu: “melhorei de tudo embora uma ou outra dor tenha voltado há um dois dias, e senti uma coisa que já não sentia há muito tempo. após o tratamento senti uma alegria imensa dentro de mim

O tratamento continuou no sentido de consolidar as melhorias e tentar ajudar a Joana a ultrapassar esta fase difícil.

É extraordinário o que a acupunctura pode fazer. Na realidade o tratamento visa equilibrar o corpo, desta forma a pessoa sente-se melhor. Não apenas fisicamente bem como também do ponto de vista mental. Quando o corpo está mais forte, a pessoa tem mais capacidade para lidar com as adversidades…

“Não podemos nunca esquecer, que no caso da depressão é determinante procurar apoio psicológico. É na sinergia terapêutica que todos ganhamos e sobretudo, os pacientes”

*nome fictício

Depressão, o tratamento da Joana

Rafael Laballe

Bursite no Ombro

Certa manhã recebi uma senhora com dor severa no ombro. A paciente trabalha numa residência geriátrica e, ao evitar que uma das utentes caísse ao chão, fez um esforço que provocou uma dor muito severa no ombro do lado esquerdo.

Fez exames e foi-lhe diagnosticada uma bursite com derrame. Foi-lhe atribuída baixa e fisioterapia.

Fez mais de 10 sessões e, embora tivesse melhorado um pouco, continuava com grande limitação e dor.

A Marilia chegou ao meu gabinete com uma dor de grau 8 (0 a 10) e com claras limitações no movimento do braço. Não conseguia elevar o braço à frente, ao lado e não o conseguia dobrar para trás.

Foi então iniciado o tratamento. Comecei por fazer craniopunctura de Yamamoto tendo utilizado 2 pontos. Segundos depois pedi à Marilia que testasse o seu braço. Após teste, a dor havia baixado em 2 pontos e a mobilidade do braço aumentado no seu movimento frontal.

Foram efectuados cerca de 15 tratamentos. A Marilia recuperou gradualmente tendo conquistado todos os movimentos que estavam afectados no início.

O tratamento variou entre a Craniopunctura de Yamamoto e acupunctura distal (Tung e Si yuan).