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Frieiras

Sempre me lembro de ter frieiras. Mal o frio apertava, as minhas mãos ficavam muito frias, vermelhas e surgiam as frieiras. Depois eram as comichões e muitas vezes as bolhas rebentavam e ficava um buraco. As dores nas mãos são também frequentes, neste estado avançado das frieiras.

Uma pomada que diziam infalível, pouco resolvia e quando fazia algum efeito, já havia decorrido muito tempo.

Por conselho médico, cheguei a dormir com luvas de lã, para que as mãos não arrefecessem de noite. Mas nunca deixei de ter frieiras, ano após ano.

As frieiras podem surgir nas mãos, nos pés, no nariz e nas orelhas. Felizmente que as minhas estão circunscritas às mãos. Quando atacam os pés não se suporta o calçado, por muito macio que este seja.

Quando referi este historial ao meu acupunctor Rafael Laballe, prontamente iniciámos um tratamento e a situação foi controlada.

Com apenas duas sessões as bolhas das frieiras começaram a secar e desapareceram.

Não deixei de ter frieiras a cada inverno, mas logo que elas se “mostram” fazemos  o tratamento e acaba-se o sofrimento.

Ana Paula Catarino

2019

Fotografia das mãos afectadas:

mãos com frieiras sem feridas

Acne após parto


“No final da gravidez e logo após a gravidez, tive uma explosão de acne infetado que depois originava bastante comichão, para além disso algumas das erupções criavam pus.  Após conversa com uma das mães no grupo de ioga sugeriu-me uma alternativa, a acupunctura. Recomendou-me o acupunctor Rafael, porque na altura estava a amamentar em exclusivo e mesmo, com o acompanhamento da parte médica, a nível dermatológico e obstétrico, não via grandes melhorias. E, sinceramente, ficava sempre aquele receio de passar para a bebé a medicação que estava a aplicar topicamente, como através da pílula e outro medicamento para reduzir a comichão. Apesar do Dr. de dermatologia ter tido isso em atenção, na primeira consulta que fiz com o Rafael, abordamos toda a minha situação clínica e, também, na adolescência por questões hormonais e à alimentação que fazia, tive uma grande explosão de acne situado na zona do peito e cara. Nesta vez, foi mais situado nas costas e peito.

Durante as primeiras semanas (de tratamento), notei realmente a comichão a desaparecer e após alguns tratamentos sentia a melhoria tanto na travagem de aparecimento de novas borbulhas, como no desaparecimento da infeções que tinha. 

Como já referi, ao amamentar em exclusivo tinha alguns cuidados com a alimentação (sempre tive na realidade…), mas em conversa com o Rafael, optamos por retirar as farinhas totalmente brancas e as bolachas processadas, que na altura consumia. E assim, com esta combinação e algumas agulhas, foi uma ajuda preciosa sem recorrer a muitos tratamentos e não interferiu em nada com a amamentação. Mais uma vez muito obrigada pela ajuda!”

Fotografias:

As imagens mostram como a paciente se encontrava no momento do inicio do tratamento e no final do mesmo

Palpitações e acupunctura

É habitual conversar com os meus pacientes. Existem algumas vantagens, entre as quais a informação que vai chegando até mim. Certo dia, ao tratar uma paciente já há algum tempo, ela queixou-se de palpitações matinais.

Este era um problema que já existia há bastante tempo e que aceitava como “normal”. Sem perverter o tratamento decidi usar um grupo de pontos específico para este tipo de problemas.

A paciente fez o tratamento agendando consulta para 15 dias depois. Não voltei a ter noticias até altura da sessão previamente agendada. Quando vi a paciente ela referiu-me, surpreendida, que após o último tratamento não voltou a sentir palpitações.

A acupunctura é uma técnica extraordinária conseguindo muitas vezes, obter efeitos rápidos e profundos. De qualquer forma não devemos, nunca, negligenciar sintomas que podem significar problemas mais graves e é por isso, importante, existir acompanhamento médico.

Incapacidade em mover o braço com calcificação no ombro

Caso

Quando vi a paciente, ela apresentava total incapacidade em mover o braço à cerca de 1 semana.

A paciente estava emocionalmente vulnerável, principalmente após a perda do seu marido, 2 anos antes.

Tinha começado a fazer fisioterapia e decidiu começar também com o tratamento de acupunctura por estar muito preocupada com a sua actual situação.

O meu prognóstico foi muito reservado após ver os seus exames. A paciente apresentava uma lesão no ombro com calcificação de grande dimensão. Geralmente estes problemas requerem tratamento continuado e as melhoras tardam a chegar.

Após ouvir a minha explicação a paciente decidiu fazer o tratamento e começamos então nesse mesmo dia

Tratamento

  1. Sessão – Como usual nos meus tratamentos, fiz acupunctura distal. A paciente reagiu bem ao tratamento sem contudo, ter sentido qualquer alteração nessa sessão.
  2. Sessão – Poucos dias depois, como combinado, voltamos a fazer tratamento. Nesta altura a paciente ainda não apresentava melhoras e ficamos de nos voltar a ver na semana seguinte
  3. Sessão – Aquando da 3ª sessão a paciente já apresentava melhorias significativas. Já conseguia executar movimentos com o braço.

A paciente começou a fisioterapia no mesmo dia da 3ª sessão, sendo que as melhorias já tinham ocorrido (após o segundo tratamento)

Ao final de 5 tratamentos a paciente já apresentava total liberdade de movimento. Ficou decidido parar então o tratamento, até porque a paciente estava francamente melhor e iria continuar com os tratamentos de fisioterapia já previamente marcados.

Conclusão

Este foi um dos casos em que a paciente recuperou muito melhor do que eu próprio esperava, sendo uma prova viva que muitas vezes os processos de cura ocorrem de forma totalmente diferente da esperada.

Um caso de pediatria

“Os santos da casa também fazem milagres”, afinal

Chegado a casa após um dia de trabalho, a minha mulher disse-me que o meu filho José se andava a queixar da “pilinha”… Fui ter com ele e ele disse-me que doía…

Quando o observei vi que o prepúcio estava vermelho e que havia um corrimento esbranquiçado. Pelas horas que eram, não contactamos o pediatra e também não queríamos ir às urgências apenas por isto.

Perguntei ao meu filho se me deixava tratá-lo e ele disse logo que sim, o corajoso. Ele tem apenas 4 anos.

Em vez de usar agulhas decidi usar um pequeno aparelho de electroestimulação.

Selecionei uns pontos na mão e na coxa e tratei-o durante uns minutos. Como já era tarde, pouco depois deitou-se.

O José dormiu bem nessa noite. Tinha passado o dia a queixar-se na escola e também em casa pois a “pilinha” ardia, “dói” dizia ele…

No dia seguinte ao acordar não me falou mais nisso e de manhã quando, quando o observei, já não tinha corrimento nenhum. Apenas o prepúcio estava irritado.

Foi então para a escola e quando regressou, não se queixou mais…

Nesse mesmo dia acabei por não fazer tratamento, mas no dia seguinte o José queixou-se outra vez. Desta vez não tinha qualquer corrimento, era apenas a irritação na “pilinha” que o incomodava. Repetimos o tratamento.

E assim, ao fim de dois tratamentos, o José livrou-se deste desconforto. É importante contudo analisar a evolução destes casos que podem complicar.

O José, um caso pediátrico