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Acne após parto


“No final da gravidez e logo após a gravidez, tive uma explosão de acne infetado que depois originava bastante comichão, para além disso algumas das erupções criavam pus.  Após conversa com uma das mães no grupo de ioga sugeriu-me uma alternativa, a acupunctura. Recomendou-me o acupunctor Rafael, porque na altura estava a amamentar em exclusivo e mesmo, com o acompanhamento da parte médica, a nível dermatológico e obstétrico, não via grandes melhorias. E, sinceramente, ficava sempre aquele receio de passar para a bebé a medicação que estava a aplicar topicamente, como através da pílula e outro medicamento para reduzir a comichão. Apesar do Dr. de dermatologia ter tido isso em atenção, na primeira consulta que fiz com o Rafael, abordamos toda a minha situação clínica e, também, na adolescência por questões hormonais e à alimentação que fazia, tive uma grande explosão de acne situado na zona do peito e cara. Nesta vez, foi mais situado nas costas e peito.

Durante as primeiras semanas (de tratamento), notei realmente a comichão a desaparecer e após alguns tratamentos sentia a melhoria tanto na travagem de aparecimento de novas borbulhas, como no desaparecimento da infeções que tinha. 

Como já referi, ao amamentar em exclusivo tinha alguns cuidados com a alimentação (sempre tive na realidade…), mas em conversa com o Rafael, optamos por retirar as farinhas totalmente brancas e as bolachas processadas, que na altura consumia. E assim, com esta combinação e algumas agulhas, foi uma ajuda preciosa sem recorrer a muitos tratamentos e não interferiu em nada com a amamentação. Mais uma vez muito obrigada pela ajuda!”

Fotografias:

As imagens mostram como a paciente se encontrava no momento do inicio do tratamento e no final do mesmo

Palpitações e acupunctura

É habitual conversar com os meus pacientes. Existem algumas vantagens, entre as quais a informação que vai chegando até mim. Certo dia, ao tratar uma paciente já há algum tempo, ela queixou-se de palpitações matinais.

Este era um problema que já existia há bastante tempo e que aceitava como “normal”. Sem perverter o tratamento decidi usar um grupo de pontos específico para este tipo de problemas.

A paciente fez o tratamento agendando consulta para 15 dias depois. Não voltei a ter noticias até altura da sessão previamente agendada. Quando vi a paciente ela referiu-me, surpreendida, que após o último tratamento não voltou a sentir palpitações.

A acupunctura é uma técnica extraordinária conseguindo muitas vezes, obter efeitos rápidos e profundos. De qualquer forma não devemos, nunca, negligenciar sintomas que podem significar problemas mais graves e é por isso, importante, existir acompanhamento médico.

Um caso de pediatria

“Os santos da casa também fazem milagres”, afinal

Chegado a casa após um dia de trabalho, a minha mulher disse-me que o meu filho José se andava a queixar da “pilinha”… Fui ter com ele e ele disse-me que doía…

Quando o observei vi que o prepúcio estava vermelho e que havia um corrimento esbranquiçado. Pelas horas que eram, não contactamos o pediatra e também não queríamos ir às urgências apenas por isto.

Perguntei ao meu filho se me deixava tratá-lo e ele disse logo que sim, o corajoso. Ele tem apenas 4 anos.

Em vez de usar agulhas decidi usar um pequeno aparelho de electroestimulação.

Selecionei uns pontos na mão e na coxa e tratei-o durante uns minutos. Como já era tarde, pouco depois deitou-se.

O José dormiu bem nessa noite. Tinha passado o dia a queixar-se na escola e também em casa pois a “pilinha” ardia, “dói” dizia ele…

No dia seguinte ao acordar não me falou mais nisso e de manhã quando, quando o observei, já não tinha corrimento nenhum. Apenas o prepúcio estava irritado.

Foi então para a escola e quando regressou, não se queixou mais…

Nesse mesmo dia acabei por não fazer tratamento, mas no dia seguinte o José queixou-se outra vez. Desta vez não tinha qualquer corrimento, era apenas a irritação na “pilinha” que o incomodava. Repetimos o tratamento.

E assim, ao fim de dois tratamentos, o José livrou-se deste desconforto. É importante contudo analisar a evolução destes casos que podem complicar.

O José, um caso pediátrico

Depressão

A Joana* veio visitar-me devido a várias queixas. Aquela que mais valorizei foi a sua depressão.

A Joana já sofre de depressão há vários meses. Após uma situação emocional complicada, começou com vontade de se isolar sentindo-se também desmotivada, triste e revoltada com o que havia acontecido. Pior, é que a Joana já teve pensamentos suicidas.

Mas na realidade, quando veio ter comigo, a paciente relevou primeiro as suas dores físicas, o pé, o cotovelo, as dores de cabeça, e até um dor no polegar que a chateia há muito tempo.

Foi depois de alguma conversa que consegui entender o que se passava ao nível psicológico. Tive a felicidade da Joana me confiar a sua dificuldade, podendo assim tentar ajudá-la com mais facilidade.

Tive o cuidado de dizer que no seu caso é fundamental que seja acompanhada por um psicólogo, pois a acupunctura pode não ser suficiente. Espero tê-la convencido, embora tenha demonstrado alguma resistência nessa ideia.

Propus-me ajudá-la, e foi então que iniciamos o tratamento.

Como é hábito na prática clinica dos acupunctores, muitos dos pacientes que vêm até nós pela primeira vez, têm medo das agulhas. A Joana sofria do mesmo mal.

Ao iniciar o tratamento tive também de ter isso em conta, e a Joana rapidamente perdeu o medo (após as primeiras agulhas) que tinha do desconhecido.

Tentei desde o início tratar TUDO. A depressão é fundamental, uma vez que a Joana já tem pensamentos suicidas, isso não pode continuar!

Por outro lado a depressão é um tratamento de longa duração e não podia também adiar as suas dores, que a afectam diariamente…

Após fazer o diagnóstico iniciamos o tratamento.

O primeiro tratamento correu bem, a Joana sentiu-se confortável durante todo o tratamento, embora um pouco desconfiada. No final estava mais descontraída e agendamos para a semana seguinte.

Na semana seguinte voltei a receber a Joana no meu gabinete. Ao vê-la o seu sorriso era diferente, a sua face estava mais aliviada e leve. Estava evidentemente bem disposta.

Quando perguntei, “então como passou a semana, sente-se melhor?”, a Joana respondeu: “melhorei de tudo embora uma ou outra dor tenha voltado há um dois dias, e senti uma coisa que já não sentia há muito tempo. após o tratamento senti uma alegria imensa dentro de mim

O tratamento continuou no sentido de consolidar as melhorias e tentar ajudar a Joana a ultrapassar esta fase difícil.

É extraordinário o que a acupunctura pode fazer. Na realidade o tratamento visa equilibrar o corpo, desta forma a pessoa sente-se melhor. Não apenas fisicamente bem como também do ponto de vista mental. Quando o corpo está mais forte, a pessoa tem mais capacidade para lidar com as adversidades…

“Não podemos nunca esquecer, que no caso da depressão é determinante procurar apoio psicológico. É na sinergia terapêutica que todos ganhamos e sobretudo, os pacientes”

*nome fictício

Depressão, o tratamento da Joana

Ansiedade

A medicina chinesa desempenha um papel muito importante no tratamento da ansiedade. São já, diversos os estudos que apoiam esta acção. A acupunctura tem um papel importante neste tratamento, existindo também outras áreas da medicina chinesa que poderão ser igualmente interessantes, como é o caso do Qi Gong e do Tai ji (http://www.clinicadaojia.pt/videos-de-qi-gong/)

Se sofre de ansiedade pense na medicina chinesa como um apoio e ajuda na solução do seu problema.

Alice, de 21 anos, veio ao consultório com um padrão de ansiedade e ataques de pânico ocasionais. Medicava-se para a ansiedade de forma pontual. Durante o diagnóstico, disse sofrer também de dismenorreia, com dor 3 dias antes da menstruação. No período pré-menstrual sentia-se mais irritada e chorava com facilidade.

Foram feitas 5 sessões de acupunctura por um perí­odo de 5 semanas. A Alice recuperou totalmente, ficando sem quaisquer sintomas a partir da terceira sessão.

*nome falso

“a resolução do problema começa na mudança de atitude. Reconheça o problema e procure ajuda”