Método do equilíbrio

Dor crónica

Um dia recebi um jovem emigrante que se encontrava de férias.

This image has an empty alt attribute; its file name is man-with-front-shoulder-pain-1024x683.jpg

Veio na esperança que lhe resolvesse o problema com o qual convivia há já 4 anos.

Há 4 anos teve um acidente e fraturou a clavícula. Nessa altura foi operado e foi colocada uma prótese para estabilizar a mesma. Desde aí que as dores o acompanharam e nunca mais conseguiu ver-se livre delas… Os médicos decidiram remover a prótese o que mais tarde revelou ser uma boa decisão, uma vez que a dor reduziu substancialmente.

Passados 4 anos da fratura o José* continuava a sofrer com dor embora baixa, esta era permanente e com alguns períodos de agravamento. A dor alastrava já para o pescoço e omoplata.

Foi então que a sua tia lhe falou do meu trabalho e que talvez eu o pudesse ajudar.

Quando entrou no meu gabinete o José encontrava-se com a dor em nível 2 (de 0 a 10)

Após termos conversado identifiquei o problema e iniciei o tratamento.

Alguns segundos após inserção das agulhas o José deixou de sentir dor

No final do tratamento aconselhei o José a procurar um terapeuta que o pudesse acompanhar, uma vez que não o poderia consultar mais.

Semanas mais tarde tive a notícia que o José continuava sem qualquer dor.

Pela primeira vez em 4 anos!!!

É fundamental que as pessoas não se deixem abater pelos seus problemas, pois existem sempre uma alternativa. A acupunctura é uma técnica muito eficaz que pode acompanhar outros tratamentos ou servir de solução a alguns problemas que afligem as pessoas. Este é um caso de esperança mas também persistência, pois o paciente não desistiu de procurar ajuda e acabou, finalmente por encontra-la

*nome fictício

Incapacidade em mover o braço com calcificação no ombro

Caso

Quando vi a paciente, ela apresentava total incapacidade em mover o braço à cerca de 1 semana.

A paciente estava emocionalmente vulnerável, principalmente após a perda do seu marido, 2 anos antes.

Tinha começado a fazer fisioterapia e decidiu começar também com o tratamento de acupunctura por estar muito preocupada com a sua actual situação.

O meu prognóstico foi muito reservado após ver os seus exames. A paciente apresentava uma lesão no ombro com calcificação de grande dimensão. Geralmente estes problemas requerem tratamento continuado e as melhoras tardam a chegar.

Após ouvir a minha explicação a paciente decidiu fazer o tratamento e começamos então nesse mesmo dia

Tratamento

  1. Sessão – Como usual nos meus tratamentos, fiz acupunctura distal. A paciente reagiu bem ao tratamento sem contudo, ter sentido qualquer alteração nessa sessão.
  2. Sessão – Poucos dias depois, como combinado, voltamos a fazer tratamento. Nesta altura a paciente ainda não apresentava melhoras e ficamos de nos voltar a ver na semana seguinte
  3. Sessão – Aquando da 3ª sessão a paciente já apresentava melhorias significativas. Já conseguia executar movimentos com o braço.

A paciente começou a fisioterapia no mesmo dia da 3ª sessão, sendo que as melhorias já tinham ocorrido (após o segundo tratamento)

Ao final de 5 tratamentos a paciente já apresentava total liberdade de movimento. Ficou decidido parar então o tratamento, até porque a paciente estava francamente melhor e iria continuar com os tratamentos de fisioterapia já previamente marcados.

Conclusão

Este foi um dos casos em que a paciente recuperou muito melhor do que eu próprio esperava, sendo uma prova viva que muitas vezes os processos de cura ocorrem de forma totalmente diferente da esperada.

Depressão

A Joana* veio visitar-me devido a várias queixas. Aquela que mais valorizei foi a sua depressão.

A Joana já sofre de depressão há vários meses. Após uma situação emocional complicada, começou com vontade de se isolar sentindo-se também desmotivada, triste e revoltada com o que havia acontecido. Pior, é que a Joana já teve pensamentos suicidas.

Mas na realidade, quando veio ter comigo, a paciente relevou primeiro as suas dores físicas, o pé, o cotovelo, as dores de cabeça, e até um dor no polegar que a chateia há muito tempo.

Foi depois de alguma conversa que consegui entender o que se passava ao nível psicológico. Tive a felicidade da Joana me confiar a sua dificuldade, podendo assim tentar ajudá-la com mais facilidade.

Tive o cuidado de dizer que no seu caso é fundamental que seja acompanhada por um psicólogo, pois a acupunctura pode não ser suficiente. Espero tê-la convencido, embora tenha demonstrado alguma resistência nessa ideia.

Propus-me ajudá-la, e foi então que iniciamos o tratamento.

Como é hábito na prática clinica dos acupunctores, muitos dos pacientes que vêm até nós pela primeira vez, têm medo das agulhas. A Joana sofria do mesmo mal.

Ao iniciar o tratamento tive também de ter isso em conta, e a Joana rapidamente perdeu o medo (após as primeiras agulhas) que tinha do desconhecido.

Tentei desde o início tratar TUDO. A depressão é fundamental, uma vez que a Joana já tem pensamentos suicidas, isso não pode continuar!

Por outro lado a depressão é um tratamento de longa duração e não podia também adiar as suas dores, que a afectam diariamente…

Após fazer o diagnóstico iniciamos o tratamento.

O primeiro tratamento correu bem, a Joana sentiu-se confortável durante todo o tratamento, embora um pouco desconfiada. No final estava mais descontraída e agendamos para a semana seguinte.

Na semana seguinte voltei a receber a Joana no meu gabinete. Ao vê-la o seu sorriso era diferente, a sua face estava mais aliviada e leve. Estava evidentemente bem disposta.

Quando perguntei, “então como passou a semana, sente-se melhor?”, a Joana respondeu: “melhorei de tudo embora uma ou outra dor tenha voltado há um dois dias, e senti uma coisa que já não sentia há muito tempo. após o tratamento senti uma alegria imensa dentro de mim

O tratamento continuou no sentido de consolidar as melhorias e tentar ajudar a Joana a ultrapassar esta fase difícil.

É extraordinário o que a acupunctura pode fazer. Na realidade o tratamento visa equilibrar o corpo, desta forma a pessoa sente-se melhor. Não apenas fisicamente bem como também do ponto de vista mental. Quando o corpo está mais forte, a pessoa tem mais capacidade para lidar com as adversidades…

“Não podemos nunca esquecer, que no caso da depressão é determinante procurar apoio psicológico. É na sinergia terapêutica que todos ganhamos e sobretudo, os pacientes”

*nome fictício

Depressão, o tratamento da Joana

Quando a dor é um problema

A dona Leonor* é uma paciente de longa data que vive numa aldeia vizinha. Há anos tratou-se comigo com sucesso. Entretanto teve um tumor maligno no peito tendo sido feita uma mastectomia. É uma senhora bem disposta e bastante activa na comunidade.

Há alguns dias veio ao meu gabinete procurando ajuda. Vinha ansiosa, com dor num joelho, com uma ciatalgia na perna e também se queixou de dormência/menor sensibilidade no braço do lado do peito removido.

Foi feito então o tratamento distal de acupunctura tentando tratar todos os sintomas existentes. No final da consulta pedi à dona Leonor que voltasse na semana seguinte para repetir o tratamento e, em função dos resultados obtidos, logo faríamos uma reavaliação.

Voltei a ver a Leonor no dia seguinte. Bem disposta disse, tranquilamente que já não tinha ciatalgia, que o joelho já não incomodava e que sentia muito mais o braço. Disse também que tinha passado uma semana muito mais tranquila, pois andava muito ansiosa.

Mais um caso em que a acupunctura conseguiu obter resultados muito rápidos, eliminando TODOS os sintomas presentes em apenas UMA SESSÃO

 

 

Dor no ombro e pescoço

Recentemente recebi na clínica um jovem com dor no ombro e no pescoço. Há dois anos fraturou a clavícula num acidente e teve de ser operado. A cirurgia incluiu uma prótese para estabilizar o osso. As dores eram muitas e mais tarde foi possível retirar a prótese que tanto incómodo causava.

Mesmo assim houve uma dor que se manteve. A dor não era forte, mas sim permanente. Doía em pé, deitado, em movimento ou parado. Em repouso ou em esforço.

O paciente em questão mora na Suiça e encontrava-se de férias. Por recomendação de um familiar veio visitar-me para ver o que se conseguia fazer…

Ao falarmos entendi que até então a dor não tinha evoluído e mantinha-se, desde há dois anos, no grau 2 (de 0 a 10).

O desconforto era na região da clavícula mas também do pescoço e um pouco no trapézio. Toda a dor era no lado esquerdo.

O paciente estava expectante pois a dor já estava presente há muito tempo…

Decidi então começar o tratamento, sabendo de antemão a dificuldade que seria, pois dispunha apenas de uma oportunidade, as férias estavam a acabar…

Antes de coloar as agulhas, perguntei ao paciente já deitado, se sentia algum desconforto. Respondeu-me que sim, pois a dor nunca se altera!

Comecei então o tratamento distal, usando o lado contrário do corpo.

Após inserção das agulhas voltei a fazer a mesma pergunta, mas o paciente não respondeu. Em vez disso pareceu-me andar em busca de algo…

Estava à procura da dor… Ela havia desaparecido! Em apenas 3 minutos (tempo aproximado da colocação das agulhas) a dor que durava à 2 anos havia desaparecido).

Passados dois dias voô de volta para a Suiça, sem qualquer dor.

Foi-lhe recomendado que visse um acupunctor local pois é pouco provável que 1 tratamento seja necessário para corrigir este mal.

Este é o potencial da acupunctura. É possível obter efeitos imediatos, mas sobretudo e mais importante, é possível tratar casos complexos e teimosos. É fundamental a pessoa não perder a esperânça. Existe sempre uma resposta ao virar da esquina. Neste caso e para este paciente a resposta foi a acupunctura.