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Bruxismo

Hoje partilho um caso de Bruxismo. Mas do que se trata?

O Bruxismo é mais conhecido como o “ranger dos dentes”. É um movimento que ocorre involuntariamente e que simula a mastigação mas desta vez sem haver razão para tal. Este problema pode ocorrer durante o sono como mesmo estando acordado e a medicina não tem uma causa concreta definida para além de factores emocionais como stress ou frustração.

Quando o Bruxismo pode provocar diversos sintomas; desde se aperceber que cerra os dentes, ao desgaste acelerado dos dentes ou dores no maxilar e na face, tensão no pescoço, dor na região do ouvido e problemas de sono.

Muitas das vezes os sintomas são ligeiros e a pessoa nem se apercebe de sofrer deste problema.

Há pouco tempo recebi um paciente que vinha sofrendo de Bruxismo há umas semanas. Como já havia sido tratado por mim decidiu voltar a visitar-me.
Há dias que a mulher dizia que rangia os dentes e ele próprio sentia um certo desconforto na boca.

Fizemos então um tratamento para ver como ele iria reagir, sendo possível que este fosse suficiente para repor a normalidade.

Seguindo os diagnóstico da medicina chinesa segundo a teoria de canais comecei então a estratégia que se concluiu num tratamento de acupunctura distal.
O tratamento durou cerca de 45 minutos, como a generalidade dos tratamentos de acupunctura, e o paciente seguiu a sua vida na expectativa de o que viria a suceder nas próximas noites…

Cerca de 4 dias depois recebi uma mensagem do paciente dizendo que desde o tratamento não tinha voltado a sofrer de Bruxismo o que revelou a capacidade da acupunctura de repor a normalidade à função do maxilar.

Se o paciente ficou curado? Este, como outros também, é um tipo de problema do qual poderemos sempre vir a sofrer como nunca mais sofrer.

Realmente os factores emocionais têm uma preponderância enorme neste tipo de problemas e será sempre possível que o Bruxismo volte caso haja sobrecarga emocional. Contudo a acupunctura poderá sempre ter um papel no tratamento e na prevenção de tal problema.

Neste caso 1 tratamento foi suficiente, mas nem sempre é assim.

Já sabe, se sofrer de Bruxismo, a acupunctura pode resolver o seu problema!

Cabeleireira com tendinite no ombro

As tendinites são sem dúvida muito comuns. Podem ocorrer em diversos locais do corpo sendo muito comuns no ombro, cotovelo e pulso. São menos comuns nas pernas a não ser em desportistas de alta competição.

Certo dia atendi uma paciente que mal conseguia trabalhar tal era a sua dor no ombro. Por ser cabeleireira, os movimentos de elevação do braço são constantes e muito importantes. Por isso não trabalhava em condições, nem dava também condições ao ombro para poder recuperar. O tendão necessita de repouso para que a inflamação desapareça. Como não podia parar de trabalhar veio ter comigo

Quando veio ter comigo já tinha feito 30 tratamentos de fisioterapia mas no entanto apresentava grande dificuldade em em elevar o braço para a frente e lateralmente.

O diagnóstico médico era de tenossinovite (inflamação do tendão + inflamação da bainha do tendão) do supraespinhoso e bursite (inflamação da bursa – bolsa localizada no interior das articulações) sub-acromial.

O tratamento

Neste problema o trabalho é um grande inimigo do tratamento pois cada vez que a pessoa mobiliza a estrutura doente o problema agrava. Uma vez que a paciente não podia deixar temporariamente o trabalho decidimos fazer dois tratamentos por semana e analisar como seria a evolução assim.

No total foram feitos 9 tratamentos. A paciente pode sentir melhorias substanciais logo no primeiro!
Cada vez que a paciente saia do tratamento a dor era residual e pudemos verificar que, à medida que as semanas passaram, a dor regressava cada vez com menos intensidade. Ao final de 8 tratamentos a dor no ombro já não incomodava e ao 9 apenas sentia desconforto no ombro no final do dia de trabalho e na manhã seguinte tudo estava bem outra vez.

As tendinites são muito comuns e dificilmente desaparecem por si. É necessário tratá-las pois podem evoluir em diferentes sentidos e nenhum deles agradável. Se sofre deste tipo de problema não hesite e comece desde logo a tratar-se.

Aqui, a acupunctura oferece uma resposta, por norma, rápida e muito eficaz!

Testemunho de uma ex fumadora

Fui fumadora durante quase 20 anos.

Gostava, dava-me prazer, era bom.

Sempre disse que no dia que quisesse verdadeiramente deixar de fumar o faria. Um dia essa vontade chegou, tinha 34 anos.

Ser fumadora deixou de fazer sentido para a minha verdade e já não se encaixava naquilo que eu queria ser e ter na minha vida. No entanto, tinha também a consciência plena da dependência (física e emocional) na qual me encontrava, bem como da batalha que me esperava pela frente para conseguir parar de fumar.

Foi então que decidi falar com o Rafael Laballe sobre os tratamentos de acupuntura. O Rafael prontamente esclareceu-me acerca do tratamento para sessão tabágica e agendou comigo uma sessão para o dia imediatamente a seguir! Em menos de 24h tudo mudou para mim!


O Rafael foi incrível quer no tratamento quer na explicação e acompanhamento durante todo o processo! O seu conhecimento, confiança e serenidade foram cruciais, para eu conseguir sair vitoriosa a cada dia sem fumar!

Já passou Um ano desde esse dia, e não podia estar mais feliz! Acredito que a nossa predisposição e determinação são sem dúvida imprescindíveis em processos como este, mas se o podermos fazer com menor “dor” com um acompanhamento profissional, melhor ainda!

Recomendo infinitamente a Acupuntura para parar de fumar! Sou profundamente grata ao Rafael pelo seu profissionalismo e carinho, sempre! Obrigada!

Ana Luísa 
😳❤️🙏 

O uso de acupunctura na reabilitação

Sabemos que em problemas que necessitem de reabilitação, a fisioterapia é a escolha de eleição, mas e o que dizer do papel da acupunctura?

Existem inúmeros problemas que requerem reabilitação, alguns deles são: Sequela de AVC, fracturas, rupturas musculares, algumas cirúrgias nomeadamente ortopédicas, etc.

A fisioterapia é desempenha um papel importante, mas será que não existem outras formas que possam ajudar?

Aproveito para partilhar um caso como espécie de argumento…

Caso

Há uns anos recebi uma paciente que já havia tratado anteriormente. Quando me quis visitar foi porque estava a recuperar de uma fratura do antebraço (fratura distal da ulna e rádio). Tinha feito inúmeras sessões de fisioterapia mas continuava com muita dor e limitação no movimento do pulso e dedos.

A paciente decidiu então tentar a acupunctura para obter os resultados que ainda não havia visto.

Quando a recebi mal conseguia abrir a mão e pouco rodava o pulso. Sempre que o tentava fazer tinha muita dor.

Tratamento

Comecei então o tratamento de acupunctura distal, libertando assim o seu braço para executar diversos exercícios enquanto permanecia com as agulhas.

O resultado foi que a dor diminuiu drásticamente e a mobilidade aumentou de forma consistente. Em 6 tratamentos de acupunctura conseguiu melhorar o que em mais de 20 a fisioterapia não fez

Caso

Há uns anos tive também um paciente para reabilitação. Neste caso o quadro era bem mais complexo. Este paciente tinha sofrido um AVC há mais de um ano e estava muito debilitado. Não conseguia andar sozinho nem manter o equilíbrio. Um dos seus braços tinha muito pouca mobilidade, de um dos lados a sua boca estava espástica e o olho não fechava.

Como é prática comum foi sujeito a um tratamento de reabilitação na altura sem nunca ter recuperado substancialmente.

Tratamento

Quando veio ter comigo veio pela mão da sua mulher. Após alguns tratamentos já conseguia andar sozinho. Este foi um caso de tratamento prolongado, cerca de 1 ano. Mas quando o paciente decidiu terminar (haveria ainda muito a fazer) já andava sozinho, já tinha mobilidade no braço, havia recuperado a sensibilidade no pé…

Neste caso o tratamento de base escolhido foi a craniopunctura de Yamamoto (YNSA). Este método permite também que o paciente, enquanto está em tratamento com as agulhas, possa estimular o organismo com vários exercícios de mobilidade.

Estes dois casos servem apenas para exemplificar a contribuição da acupunctura nestes casos de reabilitação. Em vários locais, inclusivamente em Portugal, a acupunctura é usada concomitantemente com a fisioterapia para trazer melhores resultados.
Esse deve ser o caminho. Juntar as melhores estratégias para que os pacientes saiam a ganhar.

Em jeito de conclusão, SIM a acupunctura é uma mais valia nos problemas de reabilitação, e deve ser considerada sempre que a pessoa se depare com um problema do género

Ombro, ruptura muscular

São muitos os problemas que podem afectar o ombro. Este é um caso de uma paciente que sofreu uma ruptura do supra-espinhoso (músculo “rasgado”), uma lesão muito comum.

Quando vi a paciente ela não podia mexer o braço e tinha muita dor. Na altura não tinha sequer um diagnóstico efectuado.

Encontrava-se assim há algumas semanas e decidiu então visitar-me.

Começamos então o tratamento usando acupunctura distal associada a técnicas de micropunctura.

Os resultados foram impressionantes pois a paciente saiu sem qualquer dor e com a mobilidade completa do ombro!

Quando a paciente voltou para o tratamento seguinte, apresentava os mesmos sintomas, dor e pouca mobilidade no braço. Voltei a repetir o tratamento e ela voltou a sair sem dor e com mobilidade.

Passaram-se mais alguns tratamentos e tudo continuou igual. Aconselhei a paciente a fazer um exame ao ombro para tirar algumas dúvidas.

Durante o tratamento, a micropunctura indicava sinais de uma lesão mais importante. O facto da paciente voltar sempre com os mesmos sintomas foi também um forte alerta.

A falibilidade dos exames

A paciente fez uma ecografia e quando veio ter comigo disse-me que não tinham detetado nada.

Achei muito estranho este resultado e disse logo na altura que embora devêssemos confiar no exame havia uma forte possibilidade deste não ter sido bem executado.

Repetimos o tratamento mais algumas vezes até que decidi parar pois os resultados não estavam a ser satisfatórios.

É certo que a paciente já se apresentava melhor, mas ainda com dor e limitação.

Semanas mais tarde teve a possibilidade de me dizer que voltou a fazer uma ecografia a pedido do médico e que lhe tinha sido diagnosticado uma ruptura do supra-espinhoso (músculo situado nas costas na região superior da homoplata). Esta lesão tinha cerca de 2cm, e por isso apresentava tantas dificuldades.

Conclusão

Este não é um caso de sucesso, como não são todos. Este é mais um caso que demonstra por um lado, a capacidade da acupunctura em retirar a dor, por outro a sua limitação quando as lesões estruturais são muita grandes.

Contudo devo dizer que este poderia ser também um caso de sucesso se o tratamento tivesse persistido. Neste tipo de problemas a acupunctura suporta o corpo na regeneração possível e, sobretudo, no tempo em que o corpo encontra compensações para substituir um músculo que deixou de ser funcional.

O final foi de qualquer forma feliz porque a paciente continuou o acompanhamento na fisioterapia e acabou por estabilizar o seu problema ao final de uns meses.

Decidiu fazê-lo na fisioterapia e não na minha clínica por razões económicas pois a prática de acupunctura continua a enfrentar este desafio económico