Dor no ombro e pescoço

Recentemente recebi na clínica um jovem com dor no ombro e no pescoço. Há dois anos fraturou a clavícula num acidente e teve de ser operado. A cirurgia incluiu uma prótese para estabilizar o osso. As dores eram muitas e mais tarde foi possível retirar a prótese que tanto incómodo causava.

Mesmo assim houve uma dor que se manteve. A dor não era forte, mas sim permanente. Doía em pé, deitado, em movimento ou parado. Em repouso ou em esforço.

O paciente em questão mora na Suiça e encontrava-se de férias. Por recomendação de um familiar veio visitar-me para ver o que se conseguia fazer…

Ao falarmos entendi que até então a dor não tinha evoluído e mantinha-se, desde há dois anos, no grau 2 (de 0 a 10).

O desconforto era na região da clavícula mas também do pescoço e um pouco no trapézio. Toda a dor era no lado esquerdo.

O paciente estava expectante pois a dor já estava presente há muito tempo…

Decidi então começar o tratamento, sabendo de antemão a dificuldade que seria, pois dispunha apenas de uma oportunidade, as férias estavam a acabar…

Antes de coloar as agulhas, perguntei ao paciente já deitado, se sentia algum desconforto. Respondeu-me que sim, pois a dor nunca se altera!

Comecei então o tratamento distal, usando o lado contrário do corpo.

Após inserção das agulhas voltei a fazer a mesma pergunta, mas o paciente não respondeu. Em vez disso pareceu-me andar em busca de algo…

Estava à procura da dor… Ela havia desaparecido! Em apenas 3 minutos (tempo aproximado da colocação das agulhas) a dor que durava à 2 anos havia desaparecido).

Passados dois dias voô de volta para a Suiça, sem qualquer dor.

Foi-lhe recomendado que visse um acupunctor local pois é pouco provável que 1 tratamento seja necessário para corrigir este mal.

Este é o potencial da acupunctura. É possível obter efeitos imediatos, mas sobretudo e mais importante, é possível tratar casos complexos e teimosos. É fundamental a pessoa não perder a esperânça. Existe sempre uma resposta ao virar da esquina. Neste caso e para este paciente a resposta foi a acupunctura.

Rafael Laballe

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